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Sangramento Uterino Anormal (SUA)
Estima-se que 7 milhões de mulheres em pré-menopausa com idade entre 35 e 55 anos sofram de sangramento excessivo (menorragia) e que 2,5 milhões de mulheres busquem tratamentos todos os anos.
Anualmente, no EUA é realizada mais de 600.000 histerectomias, fazendo com que seja o procedimento cirúrgico ablativo mais comum em Ginecologia. Em torno de 20 a 25% destes casos trata-se de Sangramento uterino anormal de causa benigna, rebeldes a tratamento clínico, sem patologia uterina.
Com a identificação de que a síndrome de Asherman (presença de sinéquias dentro da cavidade uterina, que ocasiona amenorréia ou oligomenorréia), qualquer técnica capaz de produzir esta síndrome, poderia parar o fluxo menstrual excessivo. A partir daí surgiram várias técnicas químicas e físicas de destruição endometrial.
DeCherney e Polan destruíram o endométrio com sucesso, causando amenorréia com a utilização de corrente elétrica de alta freqüência por via histeroscópica.
Vancaillie e Townsend et al, usaram o eletrodo roller ball para facilitar a ablação endometrial eletrocirurgica.
Hamou, desenvolveu a ressecção parcial do endométrio e a utilização de líquidos de baixa viscosidade (glicina 1,5%) como meio de distenção da cavidade.
Mais recentemente surgiram algumas técnicas de ablação endometrial global, que não necessita da visualização concomitante da cavidade uterina para sua realização, dentre elas, a por radiofreqüência, com controle de impedância (NovaSure) e o balão térmico.
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